Das noites acontecidas
Houve um bloco de carnaval que arrastou pelo salão o turbilhão de gente e nós sentados junto ao muro do cemitério tínhamos aos nossos pés um rastro de confetes. Havia consolo nas suas promessas vazias de felicidade.
Em dificuldade de comunicação com uma garçonete italiana fomos punidos por quebrar taças e saímos por ruas labirinticas até alcançar o mercado central. Cantava junto a um grupo de mochileiros franceses quando um vendedor de rosas garantiu que eu seria feliz.
A luz avermelhada e nós, porque era noite, ignorávamos toda a precariedade e o prenúncio de separação. Dançávamos vadios e descompassados.
À deriva pelo centro antigo. Largo São Francisco, Sé, Carmo, Solar da Marquesa, Pátio do Colégio, a Bolsa, o Largo de São Bento e no viaduto do Chá o impasse se rumava à cidade nova ou se continuaria tão bem acomodada àquele estranho.

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