Promessas de Carnaval

•Fevereiro 15, 2009 • Deixe um comentário

Você vai gostar
(Elpidio Santos)

Fiz uma casinha branca
Lá no pé da serra
Prá nós dois morar
Fica perto da barranca

Do Rio Paraná
O lugar é uma beleza,
Eu tenho certeza
Você vai gostar
Fiz uma capela
Bem do lado da janela
Prá nós dois rezar
Quando for dia de festa
Você veste o seu vestido de algodão
Quebro o meu chapéu na testa
Para arrematar as coisas do leilão
Satisfeito eu vou levar
Você de braço dado atrás da procissão
Vou com meu terno riscado
Uma flor do lado

E meu chapéu na mão

http://www.youtube.com/watch?v=b4gDu53y_Ic

A festa da vinda

•Fevereiro 15, 2009 • Deixe um comentário

Noites movidas às lâmpadas de watts deficitários:

tudo convive com a cor vermelha.

Os vinculos são precários e uma paixão suspensa por meses seguintes nos quais você sumiria.

Não quer dizer que seja verdade

•Fevereiro 7, 2009 • Deixe um comentário

Roberto Ribeiro 

Dor de Amor

 

Nunca mais
Escutei tua voz
E nem te vi
Uma grande
Tristeza veio a mim
Fez meu samba ficar sentindo
Afinal quando morre a ilusão
De um grande amor
Parece um funeral
Sem vela ou flor
De um coração tão sofrido
Eu tentei loucamente
Fazer o amor voltar
Mas notei na expressão
Do teu olhar
Uma luz que não conhecia
E assim percebi que a paixão
Chegou ao fim
Novamente a saudade veio a mim
Pra levar minha alegria
Outro samba de dor
No ar dor de amor que não voltará
Outro samba de dor
No ar dor de amor que não voltará

Nunca mais…

De novo…

Tocata

•Junho 21, 2008 • Deixe um comentário

Não bem acomodada ao meu corpo e cultivando obcessões tomei gosto pelas fugas.

Uma curiosidade besta: se para o mundo uma fuga blasé é uma “saída à francesa”, só para os franceses se trata de uma “saída à inglesa”. Óbvia rivalidade.

 Torno à casa com a boca cheia de risos pela minha engenhosidade em ter provocado e frustrado desejos. As promessas ficam soltas pelo caminho percorrido precariamente.

Projetos de Arquitetura

•Junho 20, 2008 • Deixe um comentário

Juliana Amaral me apresentou à este poema de Brecht na noite passada durante a apresentação dos seus sambas mínimos.

DE TODOS LOS OBJETOS

De todos los objetos los que más me gustan
son los usados.
Las perolas de cobre con abolladuras y los bordes
achatados
los cuchillos y tenedores con sus mangos de madera
desgastados por tantas manos: tales formas
me parecen las más nobles. Las lanchas de piedra
alrededor de las casas viejas,
pulidas por el paso de tantos pies
y entre las que crecen mechones de hierba,
también son obras felices.

Puestos al servicio de los muchos
a menudo alterados, estos objetos han ido perfeccionando
su figura y se han vuelto preciosos
de tanto como han sido disfrutados.
Hasta los pedazos de escultura
con sus manos cortadas me encantan, como si
estuvieran vivos. Pues antes de dejarlos caer, hubo quien
los sostuviera
y se erguían sin exceso antes de que los derribaran.

Los edificios medio en ruinas
vuelven a tener el aspecto de grandiosos proyectos
aún sin terminar: ya se adivinan
sus bellas proporciones, aunque sólo sea gracias
a nuestro entendimiento. Además
quedan superados, tras cumplir su cometido. Todo lo cual
me llena de felicidad.

Juliana Amaral – Samba mínimo
Dia(s) 18/06, 25/06, 02/07, 09/07. Quarta, às 20h.
SESC Avenida Paulista | Av. Paulista, 119 – 3179-3700

Jabá Elétrico?

•Junho 18, 2008 • Deixe um comentário

Procuro por esssa música:

Porque lá no morro,
quando a luz da Light pifa,
a gente acende uma vela
que alumia também
se não tem
não faz mar
a gente samba no escuro
que é muito mais legar

Das noites acontecidas

•Junho 14, 2008 • Deixe um comentário

Houve um bloco de carnaval que arrastou pelo salão o turbilhão de gente e nós sentados junto ao muro do cemitério tínhamos aos nossos pés um rastro de confetes. Havia consolo nas suas promessas vazias de felicidade.

Em dificuldade de comunicação com uma garçonete italiana fomos punidos por quebrar taças e saímos por ruas labirinticas até alcançar o mercado central. Cantava junto a um grupo de mochileiros franceses quando um vendedor de rosas garantiu que eu seria feliz.

A luz avermelhada e nós, porque era noite, ignorávamos toda a precariedade e o prenúncio de separação. Dançávamos vadios e descompassados.

À deriva pelo centro antigo. Largo São Francisco, Sé, Carmo, Solar da Marquesa, Pátio do Colégio, a Bolsa, o Largo de São Bento e no viaduto do Chá o impasse se rumava à cidade nova ou se continuaria tão bem acomodada àquele estranho.

Temporada de gripe

•Maio 25, 2008 • Deixe um comentário

e uma vontade que este cheiro de gripe passe por mim assim que acabar o tal do inferno astral.